Designado para servir no regimento, chegara um tenente cuja vida espiritual se plasmara na comunhão com Jesus Cristo. Ouviu falar na icorrigibilidade do soldado marcado. Orou por ele e procurou um meio de ajudá-lo. Seria possível?
Certo dia, de plantão o jovem oficial, o soldado foi trazido à sua presença acusado de mais uma falta. O cinismo retratava-se nas feições daquele moço viciado. Já sabia o que o esperava: cadeia. Ignorava apenas quantos dias.
Teve, porém, uma surpresa. O tenente olhou-o co bondade e falou-lhe com mansidão:
— A sua falta é grave. Você é reincidente. Mas, desta vez, você não vai ficar preso. Resolvi perdoá-lo. Pode ir.
O pobre rapaz ficou boquiaberto. Não era possível! Lágrimas brotaram de seus olhos. Gaguejou um “obrigado” e retirou-se confuso. Era outro homem, porém. Nunca mais foi preciso castigá-lo. O incorrigível corrigira-se.
(Extraído de VASSÃO, Amantino Adorno. Esteiras de Luz. Rio de Janeiro: Juerp, 1971.)






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